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Dr. Bruno Fonseca, ortopedista de joelho. CRM 171141 RQE 73519.

Se você recebeu o resultado de uma ressonância com a palavra "lesão de menisco", é normal que a primeira pergunta seja: vou precisar operar? A resposta honesta é que depende. Boa parte das lesões de menisco melhora sem cirurgia, e outra parte se beneficia de um procedimento. Esta página explica, em linguagem simples, o que é o menisco, quando a cirurgia costuma ser considerada, como o procedimento é feito e como costuma ser a recuperação. Nada aqui substitui uma consulta: só o exame físico associado aos seus exames de imagem e à sua rotina permite definir a melhor conduta para o seu caso.

O que é o menisco e por que ele se rompe

O menisco é uma estrutura de cartilagem em forma de meia-lua que fica entre o osso da coxa (fêmur) e o osso da perna (tíbia). Cada joelho tem dois: o medial, do lado de dentro, e o lateral, do lado de fora. A função deles é amortecer a carga, distribuir o peso e dar estabilidade ao joelho. Quando o menisco rompe, essa amortização fica prejudicada e o joelho passa a doer, estalar, inchar ou até travar.

Lesão traumática e lesão degenerativa

Existem dois grandes cenários, e eles têm condutas diferentes.

A lesão traumática costuma acontecer em pessoas mais jovens, normalmente durante o esporte ou em uma torção do joelho com o pé fixo no chão. Muitas vezes vem acompanhada de estalo, inchaço nas primeiras horas e dificuldade para dobrar ou esticar o joelho. Se quiser reconhecer melhor esses sinais, veja o artigo sobre os sinais de lesão no menisco.

A lesão degenerativa aparece com o passar dos anos, junto com o desgaste natural da cartilagem. Nem sempre há um trauma claro: a pessoa percebe dor progressiva ao agachar, subir escada ou levantar da cadeira. É importante saber que muita gente acima dos 50 anos tem alteração de menisco na ressonância sem nunca ter tido sintoma nenhum. Por isso o achado do exame, sozinho, não define a indicação de cirurgia.

Nem toda lesão de menisco precisa de cirurgia

Esse é provavelmente o ponto mais importante desta página. Lesões degenerativas, lesões pequenas e lesões estáveis frequentemente respondem bem ao tratamento sem cirurgia, que costuma envolver fisioterapia orientada, fortalecimento da musculatura da coxa e do quadril, ajuste de carga e de atividade, controle do peso e, em alguns casos, medicação ou infiltração. Esse caminho merece ser tentado antes em muitos pacientes.

A cirurgia costuma entrar na conversa quando o joelho trava de verdade (fica preso e não estica), quando existe uma lesão que a literatura mostra ter boa chance de cicatrizar se for reparada, quando há falha do tratamento conservador bem-feito ao longo de semanas, ou quando a lesão de menisco vem junto de outra lesão que já será tratada, como a do ligamento cruzado anterior.

Como é feita a cirurgia de menisco

A cirurgia é feita por artroscopia: o cirurgião faz duas ou três incisões de poucos milímetros, introduz uma câmera dentro do joelho e trabalha com instrumentos finos vendo a articulação por dentro em uma tela. Não é preciso abrir o joelho. Na maioria das vezes é usada anestesia raquidiana e o paciente vai para casa no mesmo dia ou no dia seguinte, conforme o caso.

Sutura meniscal (reparo)

Quando a lesão está em uma região do menisco que recebe sangue e tem, portanto, potencial de cicatrizar, o objetivo é costurar o menisco de volta no lugar em vez de retirá-lo. Preservar o menisco é desejável porque ele protege a cartilagem a longo prazo. Em troca, a reabilitação é mais lenta, porque é preciso dar tempo para a cicatrização.

Meniscectomia parcial

Quando o fragmento rompido não tem condição de cicatrizar e é ele que está causando o sintoma, retira-se apenas a parte lesionada, preservando o máximo possível do menisco saudável. A recuperação tende a ser mais rápida que a da sutura, mas a decisão não é feita só pela pressa: quanto mais menisco preservado, melhor para o joelho no futuro.

A escolha entre uma técnica e outra depende do tipo de rotura, da localização, da idade, da qualidade do tecido e do que se encontra durante a artroscopia. Por isso a conversa antes da cirurgia inclui os dois cenários.

Como costuma ser a recuperação

Os prazos variam bastante de pessoa para pessoa e conforme a técnica usada, então trate os números abaixo como uma referência geral, não como uma promessa.

Nos primeiros dias, o foco é controlar dor e inchaço, com gelo, elevação da perna e a medicação prescrita. A fisioterapia costuma começar cedo, ainda na primeira ou segunda semana. Depois de uma meniscectomia parcial, o apoio no chão costuma ser liberado logo, e muitos pacientes de trabalho sentado retornam em torno de duas a três semanas. Depois de uma sutura meniscal, é comum haver restrição de carga e de flexão do joelho por algumas semanas, e o retorno completo ao esporte costuma ser contado em meses.

O que define o retorno não é o calendário: é a recuperação da força, da amplitude de movimento e do controle do joelho, avaliada ao longo do acompanhamento.

Como funciona o atendimento particular

No consultório particular a consulta é agendada diretamente, sem depender de autorização de operadora, e o valor da consulta está publicado no perfil na Doctoralia. Na consulta são avaliados a história, o exame físico e os exames que você já tiver. Se houver indicação cirúrgica, você recebe a explicação da técnica proposta e um orçamento com os itens que compõem o procedimento, como honorários da equipe, hospital, materiais e anestesia. Você leva esse orçamento para casa e decide com calma.

Onde é o atendimento em São Paulo

O consultório fica na Livance, Av. Paulista, 2064, 21º andar (Shopping Center 3), São Paulo. O atendimento é às quintas-feiras, das 10h30 às 13h. A localização fica a poucos minutos da estação Consolação do metrô e da estação Paulista da linha amarela.

Perguntas frequentes

A cirurgia de menisco dói muito depois?

A dor costuma ser controlada com medicação e gelo nos primeiros dias e tende a diminuir progressivamente. A intensidade varia de pessoa para pessoa e conforme a técnica utilizada.

Vou precisar ficar internado?

Na maioria dos casos a artroscopia de joelho é feita em regime de internação curta, com alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Isso depende do seu estado de saúde, da anestesia e da avaliação da equipe.

Posso andar depois da cirurgia?

Em geral sim, mas com muletas no começo. Depois de uma meniscectomia parcial o apoio costuma ser liberado mais cedo; depois de uma sutura meniscal pode haver restrição de carga por algumas semanas.

Se eu não operar, o joelho piora?

Não necessariamente. Muitas lesões, principalmente as degenerativas, ficam estáveis e melhoram com fisioterapia. Já um joelho que trava ou uma lesão instável merece avaliação mais próxima. Só a consulta permite dizer o que se aplica ao seu caso.

Quanto tempo depois consigo voltar a correr ou jogar?

Depende da técnica e da sua evolução. Após meniscectomia parcial o retorno costuma ser mais rápido; após sutura, mais lento e contado em meses. A liberação é dada por critérios de força e função, não por data fixa.

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Agende sua avaliação

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Consultório: Livance — Av. Paulista, 2064, 21º andar (Shopping Center 3), São Paulo — SP, 01310-200
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Atendimento: quintas-feiras, das 10h30 às 13h
Metrô: Consolação (linha verde) e Paulista (linha amarela), a poucos minutos a pé

Dr. Bruno Paulo Marques da Fonseca — CRM-SP 171141 | RQE 73519
Ortopedista e cirurgião de joelho

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. O tratamento adequado depende de avaliação individual.

Cirurgia de menisco em São Paulo

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Anatomia do menisco do joelho: raiz anterior, corno anterior, corpo, corno posterior e raiz posterior
Tipos de lesão de menisco: horizontal, radial, vertical, complexa, tipo flap e em alça de balde
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