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Dr. Bruno Fonseca, ortopedista de joelho. CRM 171141 RQE 73519.

Osteotomia do Joelho: quando é indicada, como funciona e recuperação

  • Dr. Bruno Fonseca
  • 19 de jul.
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 48 minutos

Quando a artrose do joelho está concentrada em apenas um dos compartimentos — geralmente por desvio no alinhamento da perna (joelho varo ou valgo) — nem sempre a prótese é o melhor caminho, especialmente em pacientes mais jovens e ativos. Nesses casos, a osteotomia pode ser uma alternativa eficaz para aliviar a dor e adiar, ou até evitar, uma artroplastia. Explico aqui quando ela é indicada e como funciona.

O que é a osteotomia do joelho

É uma cirurgia que corrige o alinhamento da perna, redistribuindo o peso corporal do compartimento desgastado do joelho para o lado mais saudável. Na prática, o cirurgião realiza um corte controlado no osso (fêmur ou tíbia, dependendo do caso) e o reposiciona em um novo ângulo, fixado com placa e parafusos, para aliviar a sobrecarga na área lesionada.

Para quem a osteotomia é indicada

É indicada principalmente para pacientes mais jovens (geralmente abaixo dos 60 anos) e ativos, com artrose limitada a um único compartimento do joelho (medial ou lateral) associada a desvio de eixo — joelho varo (arqueado para fora) ou valgo (voltado para dentro). Também pode ser considerada em conjunto com cirurgias ligamentares, quando o desalinhamento contribui para instabilidade recorrente. Pacientes com artrose avançada envolvendo todo o joelho, ou com pouca demanda funcional, geralmente não são bons candidatos — nesses casos, a prótese costuma trazer melhor resultado.

Osteotomia x prótese: como decidir

A grande vantagem da osteotomia é preservar a articulação nativa do paciente, o que é especialmente relevante para quem ainda pratica atividades físicas de maior impacto e quer evitar as restrições associadas a uma prótese. Em contrapartida, exige uma recuperação mais lenta que a artroplastia e, dependendo da evolução da artrose ao longo dos anos, pode ser necessária uma prótese no futuro. A decisão depende de idade, nível de atividade, grau e localização do desgaste articular, e deve ser sempre individualizada.

Como é feita a cirurgia

As técnicas mais utilizadas são a osteotomia tibial alta (para joelho varo) e a osteotomia femoral (para joelho valgo). O corte ósseo é planejado previamente com estudos de imagem específicos que calculam o ângulo exato de correção necessário. Após o reposicionamento, o osso é fixado com placa e parafusos, e a consolidação óssea ocorre ao longo de semanas.

Recuperação e retorno às atividades

A recuperação é mais gradual que a de uma artroscopia simples, já que depende da consolidação óssea. Nas primeiras semanas, o apoio de peso costuma ser progressivo e orientado por radiografias de controle, com fisioterapia para manter a mobilidade e a força muscular. O retorno a atividades físicas mais intensas normalmente ocorre entre 4 e 6 meses, variando conforme a evolução de cada paciente.

Perguntas frequentes

A osteotomia substitui a prótese? Não necessariamente — ela adia a necessidade de prótese em pacientes selecionados, mas não é indicada para todos os graus de artrose.

Dá para fazer esporte depois da osteotomia? Sim, é justamente um dos objetivos em pacientes ativos — mas o retorno deve ser gradual e acompanhado.

A cirurgia dói muito? Como envolve corte e fixação óssea, o pós-operatório imediato costuma exigir mais controle de dor que uma artroscopia, mas é bem manejável com analgesia adequada.

Se você tem dor no joelho relacionada a desvio de eixo (joelho varo ou valgo) e quer entender se a osteotomia é uma opção para o seu caso, agende uma consulta pelo WhatsApp para uma avaliação completa.

 
 
 

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