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Dr. Bruno Fonseca, ortopedista de joelho. CRM 171141 RQE 73519.

Instabilidade Patelofemoral (Luxação de Patela): causas, sintomas e tratamento

  • Dr. Bruno Fonseca
  • 19 de jul.
  • 2 min de leitura

A sensação de que a "rótula sai do lugar" — muitas vezes durante um movimento de giro ou mudança de direção — é o sintoma mais característico da instabilidade patelofemoral. Embora comum principalmente em adolescentes e adultos jovens, pode se tornar um problema recorrente e limitante se não for adequadamente avaliada. Veja o que causa esse quadro e como é tratado.

O que é a instabilidade patelofemoral

É a condição em que a patela (rótula) perde o alinhamento adequado dentro do sulco do fêmur durante o movimento do joelho, podendo chegar a se deslocar parcial (subluxação) ou completamente (luxação) para fora de sua posição normal, quase sempre para o lado externo do joelho.

Por que a patela sai do lugar

Vários fatores anatômicos podem predispor à instabilidade: frouxidão ligamentar constitucional, alterações na forma do sulco femoral (displasia troclear), desvio do ponto de tração do tendão patelar (aumento do TT-TG), fraqueza do músculo vasto medial oblíquo e desequilíbrios de alinhamento dos membros inferiores. Um primeiro episódio de luxação, mesmo traumático, frequentemente revela uma predisposição anatômica de base.

Sintomas

Episódio agudo de deslocamento visível da patela (geralmente reduzido espontaneamente ou manualmente), dor intensa no momento do evento, inchaço, sensação de apreensão ao girar o joelho ou subir/descer escadas, e, em casos recorrentes, episódios repetidos de instabilidade mesmo em atividades leves.

Diagnóstico

Além do exame físico — que avalia frouxidão, alinhamento e o chamado "sinal de apreensão" —, a ressonância magnética e, em alguns casos, tomografia computadorizada com medidas específicas (como o TT-TG) ajudam a identificar os fatores anatômicos envolvidos e planejar o tratamento mais adequado.

Tratamento conservador x cirúrgico

Após um primeiro episódio, sem fatores anatômicos de alto risco, o tratamento inicial costuma ser conservador: fisioterapia focada em fortalecimento do quadríceps (especialmente o vasto medial oblíquo) e controle de fatores de risco. Já em casos de luxações recorrentes, ou quando há fatores anatômicos significativos que tornam nova luxação muito provável, a cirurgia é considerada — podendo envolver reconstrução do ligamento patelofemoral medial (LPFM), correção óssea do trilho de deslizamento da patela, ou uma combinação de técnicas, conforme o que estiver contribuindo para a instabilidade.

Perguntas frequentes

Depois de uma luxação, a patela vai sair do lugar de novo? O risco de recorrência varia bastante conforme a idade do paciente e os fatores anatômicos identificados — por isso a avaliação individualizada é importante.

Toda instabilidade de patela precisa de cirurgia? Não — muitos casos, principalmente após um primeiro episódio, respondem bem à fisioterapia.

É diferente de uma luxação traumática única? Sim — uma luxação isolada por trauma direto de alta energia é diferente de uma instabilidade recorrente por predisposição anatômica, e o tratamento pode variar.

Se você já teve um episódio de "rótula saindo do lugar" ou sente apreensão ao girar o joelho, agende uma consulta pelo WhatsApp para avaliarmos os fatores envolvidos e a melhor conduta.

 
 
 

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